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TALISMÃ E PORANGATU SE UNEM PARA COMBATER INCÊNDIOS FLORESTAIS E VALORIZAR A CULTURA.

quinta, 15 de janeiro de 2026 179 visualizações
TALISMÃ E PORANGATU SE UNEM PARA COMBATER INCÊNDIOS FLORESTAIS E VALORIZAR A CULTURA.

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TALISMÃ E PORANGATU SE UNEM PARA COMBATER INCÊNDIOS FLORESTAIS E VALORIZAR A CULTURA

 

Na última terça-feira, 13 de janeiro de 2026, a Secretaria de Meio Ambiente de Talismã e a Associação Anjos da Selva estiveram em Porangatu para participar de uma importante reunião com a Secretaria Municipal de Transportes e Obra de Porangatu, Goiás. A equipe, representada pelo secretário de Meio Ambiente e Defesa Civil, João Carlos Lopes, e pela brigadista florestal Sueli Mota de Oliveira Lopes, foram recebidos pelo Secretario Municipal de Transportes e Obra de Porangatu, Clodoaldo Santinello.

 

AÇÕES CONJUNTAS

 

Durante a reunião, ficaram definidas ações conjuntas para o combate a incêndios florestais e atividades ligadas a infraestrutura na RODOVIA MUNICIPAL (RTA) 02, que liga a TO 296 Km 09 a BR 153 Km 08 Sul, mas o real valor histórico é a parte que segue para o povoado de Grupelãndia  no município de Porangatu, ali ela segue pela atual GO 353, antiga GO 495, que liga a TO 296 -  trevo do Distrito de Lorenço Borges município de Jaú do Tocantins a  BR 153, no Distrito de Linda Vista  Porangatu Goiás. A antiga estrada boiadeira saia da cidade de Goiás Velho no Estado de Goiás e chegando a cidade de Peixe no Tocantins, passando por Porangatu e Talismã.

 

O trecho acordado é a via que sai da TO 296 Km 09 e liga a BR 153 Km 08 Sul, esta vicinal entra como objeto de estudos e visitações do Museu Benjamim Fiori de Talismã, onde receberão atenção especial dos municípios. O povo porangatuense conhecia essa rota como Passagem Funda - Jatobá, já a comunidade de Peixe denominava a estrada boiadeira de Estrada do Peixe Canguçu.

 

VALOR CULTURAL E HISTÓRICO

 

A RODOVIA MUNICIPAL (RTA) 02, foi de suma importância para o desbravamento e povoação do território que hoje corresponde ao Tocantins foi realizado por diversos bandeirantes ao longo dos séculos XVII e XVIII, com destaque para a figura de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera. Durante o período colonial, essa região, que era o norte de Goiás, foi explorada em busca de metais preciosos, principalmente ouro. 

 

Pioneiros Iniciais: Desde o final do século XVI, diversas bandeiras, como as de Antônio Macedo e Domingos Luís Grau, já percorriam a área.

 

Bartolomeu Bueno da Silva (Anhanguera): Ele foi um dos mais importantes, recebendo autorização da Coroa Portuguesa no início do século XVIII (1702) para explorar a região. Sua expedição foi fundamental para a descoberta de jazidas de ouro e a consequente ocupação e fundação de povoados na área, incluindo o Arraial de Santana, que viria a ser a capital de Goiás.

 

Outros exploradores: Além dos bandeirantes que vinham de São Paulo por terra, outros exploradores e jesuítas, a partir de 1653, alcançaram a região pelos rios Tocantins e Araguaia, partindo de Belém. 

 

Portanto, embora o processo tenha envolvido múltiplos indivíduos e expedições, Bartolomeu Bueno da Silva é a figura mais proeminente associada à exploração e ocupação que levaram ao desenvolvimento inicial do território tocantinense passando assim pela trilha boiadeira Goiás Velho (GO) - Peixe  (TO) e parte do território de Talismã pertencia Peixe e Porangatu, por isso a importância da preservação desta historia.

 

Essa rota foi usada para caçar, capturar e eliminar os Avá-Canoeiros que são um povo indígena Tupi, conhecido pela sua resistência e habilidade de navegação nos rios Tocantins e Araguaia, mas que sofreu perseguições e dispersões violentas por colonizadores, com grupos hoje vivendo em Goiás e Tocantins, lutando pela demarcação de terras e revitalização cultural, sendo considerados um símbolo de coragem e resiliência, apesar da redução populacional drástica. 

 

PRESERVAÇÃO DA HISTÓRIA

 

A RTA 02 será objeto de estudos e visitações do Museu Benjamim Fiori de Talismã, que receberá atenção especial dos municípios. A preservação da história e da cultura é fundamental para a identidade dos municípios e para a conscientização sobre a importância da proteção do meio ambiente.

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